Thelma Guedes

Minha Garota de Ipanema mora no Méier

Quando fui convidada pela Aniela, da Aventura, para escrever o musical “Garota de Ipanema, o amor é bossa”, disse a ela que a minha relação com a Bossa Nova tinha sido muito diferente da ligação que uma moradora da Zona Sul carioca teve com esse movimento. Eu era só uma menina quando a Bossa Nova estava nascendo e começando a se espalhar pelo mundo. Eu vivia no subúrbio do Rio de Janeiro.

Ouvia os discos de Tom, João, Vinicius, Menescal, sabia todas as letras das canções, acompanhava todas as histórias daquela “patota”. Mas eu amava a Bossa Nova e seus integrantes de longe.

Eu idealizava aquele universo como um lugar distante e especial, que era inatingível pra mim.

A Bossa Nova era um sonho. Um amor platônico. Uma amor impossível.

Pois foi esse olhar, essa experiência que eu quis trazer para meu texto.

Como eu acredito que uma obra artística só é plena, se está cheia de verdade em sua essência, decidi que só aceitaria escrever o texto se eu pudesse fazer essa Garota de Ipanema ser uma mocinha do Méier.

A Aventura topou. E acho que a história ficou com essa verdade.

Eu e os autores que me ajudaram a escrever o texto do musical tentamos traçar um panorama da época, por meio de personagens de diferentes extratos sociais, vivendo naquele contexto histórico e musical brasileiro.

FICHA TÉCNICA
Texto: Thelma Guedes, com a colaboração de Alessandro Marson, Maria Helena Dias e Newton CanNito
Protagonistas: Leticia Persiles (Dindí) e Thiago Fragoso (Zeca)
Direção: Gustavo Gasparani
Supervisão musical: Roberto Menescal
Direção musical: Delia Fisher
Coreografia: Katia Barros
Cenário: Helio Eishbauer
Figurino: Marilia Carneiro e Reinaldo Elias
Iluminação: Maneco Quinderé
Temporada: Segundo semestre de 2016, no Teatro Riachuelo (Rio)

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